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Entrevista: Ivan Aguilar, jovem liderença na Bolívia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fabiana   
Sex, 31 de Julho de 2009 11:41
Bolívia

O jovem boliviano, Ivan Aguilar, de 19 anos, que participou do Grupo de Diálogo Regional, última etapa da pesquisa “Juventudes sul-americanas: diálogos para a construção de uma democracia regional”, é um bom exemplo de liderança e atuação juvenil nos dias de hoje, contrariando, nas palavras de Ivan, “a ideia errada de que os jovens não estão organizados, e portanto não fazem nada", uma das visões comuns sobre a juventude, comprovada pelos dados da pesquisa “Juventudes sul-americanas: diálogos para a construção de uma democracia regional”. Durante a entrevista O jovens fala à respeito de sua atuação e expõe sua visão sobre a militância juvenil e as diferenças entre organizações de jovens e adultos.

1- Em que organização/movimento milita e há quanto? Quais os objetivos desta organização?

Atuo no Conselho Municipal da Adolescência e Juventude de santa Cruz de la Sierra, CMAJSC. Fui presidente de setembro de 2006 a junho de 2009. Hoje atuo como assessor.

2- Quando e como começou a atuar politicamente?

Acredito que se política desde o nascimento, quando se começa a manifestar o seu modo de pensar e de interpretar as ações e as coisas acontecendo à nossa volta.

Pessoalmente não me lembro de quando eu comecei este processo de "liderança e ação política", se posso mencionar que a construção e posto que ocupei no primeiro Conselho Municipal da Juventude e Adolescência de minha cidade foi meu esteio para incidência e "atuação política. "

3- Quais os temas ou problemas que te motivaram a participar?

Diferenças de classes, estigmatizações e falta de oportunidades para adolescentes e jovens.

4- Você participa ou participou de outros grupos?

Atualmente eu participo de diferentes grupos e tenho diferentes funções: sou assessor do CMAJSC, secretário geral de Ecoclubes, representante nacional de Internacional Juvenil e diretor estadual de Circulo de Integracion y Desarrollo de Bolivia Santa Cruz.

5- Como você vê as organizações jovens de hoje?

É importante compreender as novas abordagens de grupos juvenis, as organizações formais e não formais, e esquecer a ideia errada de que "os jovens não estão organizados", e portanto "não fazem nada".

Eu acredito que agora mais que nunca, existem mais jovens organizados, mas com um trabalho diferenciado, e temos que canalizar esses grupos juvenis para incidir em políticas publicas juvenis.

6- Você acredita que há diferenças entre as organizações de jovens e de adultos? Quais?

Sim. As organizações de jovens não tem uma estrutura formal como as de adultos, não existem procedimentos burocráticos que complicam a realização de atividades e projetos.

7- Quais as principais dificuldades enfrentadas pelos jovens para participar de organizações/movimentos?

Não creio que enfrentem dificuldades pra entrar em um grupo, mas permanecer significa um gasto econômico que muitos não podem arcar por si mesmos. Também é importante lembrar que a maioria dos jovens estudam em escolas ou universidades, por isso podem não tem tempo suficiente para assistir a atividades do grupo.

8- Para você, como os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil estão contribuindo para a democracia e para ajudar a garantir os direitos da juventude?

A participação dos movimentos sociais torna visível as demandas e necessidades juvenis. O exercício dos direitos dos(as) jovens e a participação juvenil agora estão marcados na agenda nacional e internacional, por isso é importante fortalecer os movimentos juvenis organizados.

9- Que direitos devem ser garantidos com mais urgência? Como a participação dos jovens pode contribuir para isso?

Nenhum direito é mais importante que outro, todos os direitos devem ser garantidos. A maioria deles nas áreas de saúde, educação, trabalho e participação.

Os movimentos sociais juvenis organizados e não organizados podem contribuir tornando efetivas as necessidades e as demandas. É muito importante fortalecer a incidência em políticas públicas juvenis.

10- como você percebe o governo de seu país em relação à juventude de hoje? Existem políticas específicas para jovens? Se existirem, como você as avalia?

Com relação anos atrás, houve um grande avanço na inclusão do tema juventudes na agenda nacional. Existe uma proposta do lei nacional de juventudes. Contudo, está parada há muito tempo no congresso nacional. Mas já se sente uma predisposição para trabalhar com o tema.

11- Como você vê a juventude de hoje?

Vejo como ma população com necessidades e demandas que não tem respostas claras. Mas é um grupo etário fortalecido por eles mesmos de acordo a suas particularidades e gostos.

Acho que ainda não demonstraram e utilizaram todo seu potencial pra transformar sua situação na sociedade, mas estão trabalhando passo a passo.

Já conseguiram mudar muitas estruturas e estigmas sociais. Agora demonstram que não são o futuro, são um presente progressivo.
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