América do Sul
A pesquisa “Juventudes Sul-Americanas: diálogos para a construção da democracia regional” buscou aprofundar questões relativas à participação juvenil, políticas públicas e integração regional em seis países da América do Sul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O trabalho foi desenvolvido em três etapas. Confira o banco de dados relativos à segunda etapa, quantitativa, na qual foi realizada a aplicação de um questionário nos seis países, com 14.000 entrevistados, sendo 3.500 no Brasil, 2.500 na Argentina e 2.000 nos demais, cobrindo as áreas urbanas e rurais destes países. Com o objetivo de perceber a opinião de jovens e adultos(as) sobre a juventude e buscando um olhar comparativo entre gerações, 50% dos(as) entrevistados(as) por país pertencia à faixa de 18 a 29 anos e 50% de 30 a 60 anos. A aplicação dos questionários foi realizada pelo Ibope, de 16 de agosto a 2 de novembro de 2008. Além dos bancos de dados, brasileiro e regional, obtidos e utizados na segunda fase, aqui você também encontra um pequeno resumo de apresentação da pesquisa.
Pesquisa Juventudes Sul-Americanas: DIÁLOGOS PARA A CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA REGIONAL 2008
APRESENTAÇÃO Este estudo foi coordenado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) e pelo Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais (POLIS), com apoio do Centro Internacional de Pesquisa para o Desenvolvimento do Canadá (IDRC).
Teve como objetivo principal uma discussão sobre a juventude, baseada na opinião de jovens e adultos de seis países da América do Sul, que proporcionou a expansão e aprofundamento no conhecimento generalizado dos problemas e das perspectivas da juventude, contribuindo para uma melhoria e ampliação no que se diz respeito aos direitos da juventude.
A pesquisa fora realizada com a população a partir dos 18 anos, e abordou assuntos como características do domicílio; informação e mídia; valores, sociabilidade e participação social; juventude; demandas: educação, trabalho, vida segura, cultura, transporte e meio ambiente; condições de trabalho; políticas públicas de juventude e integração sul-americana.
ABRANGÊNCIA E AMOSTRA A pesquisa foi aplicada em seis países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Chile e Uruguai, com 14.000 entrevistados, sendo 3.500 no Brasil, 2.500 na Argentina e 2.000 nos outros, cobrindo as áreas urbanas e rurais desses países.
Esta amostra garantiu uma margem de erro máxima de 1,66% no Brasil, 1,96% na Argentina e 2,19% nos outros quatro países, considerando um intervalo de confiança de 95%, podem ser observadas as estimativas de erro abaixo de acordo com a quantidade de casos de cada segmento ou categoria.
INSTRUMENTO DE COLETA O instrumento utilizado na coleta foi um questionário estruturado com 50 questões, sendo 46 fechadas (estimuladas) e 4 abertas (espontâneas), desenvolvido, discutido e ajustado pelos técnicos das equipes dos 6 países, colaboradores e técnicos do IBOPE e da OVERVIEW.
O questionário foi dividido em dez blocos: um de controle de campo e nove blocos temáticos. O questionário final em português foi traduzido para o espanhol, adequando 5 versões para atender às particularidades do idioma de cada país.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 16 de agosto a 30 de setembro de 2008.
AS BASES DE MICRODADOS DISPONIBILIZADAS Estão disponíveis para acesso as bases de dados: do Brasil e de todos os países (REGIONAL). Para a construção da base REGIONAL foram feitas padronizações em algumas questões. Algumas escalas de concordância foram invertidas, garantindo ao final, que todas as escalas tivessem o mesmo sentido e número de opções.
As categorias de níveis de ensino em cada país são muito diferentes. A equipe do Uruguai criou uma variável com 4 categorias padronizadas que permitiu a comparação entre os países.
O mesmo ocorre com as categorias de cor/raça e religião/crença, que diferem em cada país, padronizadas em 5 e 4 categorias respectivamente.
Os arquivos de microdados são parte do processo de divulgação dos resultados da pesquisa e estão no formato SPSS1 versão 8.0. A documentação inclui dois dicionários de variáveis contendo a descrição dos respectivos arquivos: BRASIL que está em português e REGIONAL que está em espanhol.
Para a utilização das bases deve-se aplicar o peso de correção que está localizado no final de cada base. Os pesos foram calculados segundo fração amostral aplicada em cada segmento (sexo, idade, rural/urbano) utilizado em cada país.
Imputação dos rendimentos A renda domiciliar foi obtida em categorias de moeda local a partir de uma única escala de valores em dólares. Para padronização da renda domiciliar, calculou-se os pontos médios dos intervalos das escalas e converteu-se para dólares americanos utilizando a cotação do dólar oficial de cada país no dia 25 de novembro de 2008.
A informação sobre renda domiciliar apresentou um nível de resposta baixo se comparado a outras questões, se comparados a outras pesquisas apresentou um nível satisfatório de respostas válidas. O gráfico abaixo apresenta os diferentes níveis de respostas nos países.
Diante deste quadro optou-se por imputar as rendas através de modelos de regressão utilizando como variáveis independentes um conjunto de características das pessoas e dos domicílios. Como variável dependente criou-se uma variável renda domiciliar com a estimação pontual2 dos intervalos nas categorias da variável Q48. Analisamos a correlação desta variável com muitas variáveis de caracterização e selecionamos as variáveis que apresentaram forte correlação com a renda.
Após o exercício imputação da renda utilizou-se a metodologia3 do CEPAL e Banco Mundial para adequação do poder de compra em cada país através da Paridade do Poder de Aquisição (PPA). Para se obter a renda domiciliar em dólares PPA, dividiu-se a renda domiciliar em dólares pelo índice e multiplicou-se por 100.
Indicador sócio-econômico O desejo de utilizar uma metodologia única para a construção de um robusto indicador sócio-econômico foi frustrado pelas diferenças regionais e particularidades culturais na valoração de itens comumente utilizados na maioria dos métodos (i.e.: Critério Econômico Brasil, da ABEP).
Nos relatórios regionais, cada parceiro teve a liberdade para construir seus indicadores, inclusive os de classificação sócio-econômica. Para o relatório comparativo dos países optou-se pela divisão da população em partes iguais da distribuição de renda domiciliar per capita. A justificativa para utilizar três percentis (terços) é que criamos uma classificação relativa à distribuição de renda que temos, não importando se ela está adequada à realidade do país.
Para ter acesso a outros indicadores ou informações detalhadas sobre a pesquisa busque na metodologia da pesquisa disponível no livro "Sociedades sul-americanas: o que dizem jovens e adultos sobre as juventudes".
BANCO DE DADOS
Arquivos em XLS:
Base de dados da pesquisa juventudes sul-americanas 2008 -- Brasil.xls Base de dados da pesquisa juventudes sul-americanas 2008 -- Regional (seis países da América do Sul) -- (parte 1).xls Base de dados da pesquisa juventudes sul-americanas 2008 -- Regional (seis países da América do Sul) -- (parte 2).xls
Arquivos em SPSS: Base de dados da pesquisa juventudes sul-americanas 2008 -- Brasil.spss Base de dados da pesquisa juventudes sul-americanas 2008 -- Regional (seis países da América do Sul).spss
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